“Às Voltas” – teatro em movimento, no Porto

Às Voltas” é um espetáculo que começa num café. Um homem e uma mulher terminam uma relação íntima e amorosa. Desentendem-se e parte cada um em seu carro levando consigo o público – 8 pessoas ao todo, 4 pessoas por carro. Durante a viagem pelas ruas, praças e miradouros, a história continua a desenrolar-se, revelando a perspectiva de cada uma das personagens – agora em solilóquio dialogante com a arquitetura envolvente e o plano inesperado do cotidiano – sobre a sua relação. Os espectadores acompanham a cena e têm a oportunidade de seguir os dois percursos através de momentos estratégicos de troca de carros.

Fico muito feliz quando amigos meus fazem coisas bonitas, e tenho muito gosto em partilhá-las convosco para que tenham a oportunidade de experenciar coisas diferentes.

Por isso se até dia 3 de Setembro vão andar pelo Porto, recomendo-vos que tirem um tempinho para assistirem a esta peça / intervenção única pela cidade. Mais que uma simples peça de teatro, “Às Voltas” é uma viagem tanto física como introspectiva, uma viagem geográfica e pelas relações humanas.

Às Voltas” é uma proposta teatral de intervenção urbana, resultante da vontade artística da equipa de explorar o lugar do teatro na sociedade e propor diferentes contextos de apresentação e enquadramento da vivência teatral. Jogando entre as fronteiras da realidade quotidiana e da ficção teatral, entre a esfera do público e do privado.

A proposta de explorar as perspectivas individuais sobre a intimidade de uma relação num espaço tão exíguo como um automóvel de 5 lugares aproxima literalmente o ator do espectador, esbatendo as barreiras do teatro tradicional e devolvendo a intimidade da história à intimidade da partilha. Assim, “Às Voltas” assume-se como um projeto de teatro em movimento, que toma a cidade como cenário participante da ação, imiscuindo teatro e quotidiano, misturando a Realidade com a Convenção teatral, explorando o espontâneo, a proximidade e os limites do público e privado.

 


 

Informações Gerais

O ponto de partida é o Duas de Letra. O público deverá juntar-se aos actores e segui-los. Cada sessão tem uma lotação limitada de 8 espectadores (4 em cada carro). No final da peça, os espectadores estarão a 100 metros do ponto de partida.

Às voltas” estará em cena de 17 de Agosto a 3 de Setembro.
De 4ª a sábado, às 19h e às 21h. Ao domingo, às 18h e às 20h.
O preço do bilhete é de €10 (não há possibilidade de pagamento com cartão multibanco).
Os contactos para mais informação ou aquisição de bilhetes são:
t: 918 192 527
e: teatrodocapot@gmail.com

www.facebook.com/asvoltas/
INSTAGRAM: @asvoltas

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Equipa artística

Às Voltas” é um projeto em estreita ligação com o meio envolvente, com o urbanismo, com a cidade e com os seus cidadãos. Esta preocupação está na génese da conceção do projeto e é fruto da experiência e reflexão da equipa artística que o constitui. A equipa criativa e técnica tem em comum a visão comprometida com um teatro em estreita ligação com a sociedade, a necessidade de explorar e potenciar a proximidade entre artistas e público e a transversalidade das artes. À equipa nuclear – direção artística e intérpretes – que concebeu o projeto em virtude de colaborações anteriores e partilha de vontades e pontos de vista artísticos, junta-se uma dramaturga estreante, mas guionista experiente que acrescenta qualidade e profundidade ao texto. O pendor cinematográfico do seu olhar acrescenta à escrita um lado mais intimista e coloca o projeto num espaço de cruzamento de linguagens. Junta-se também uma artista plástica com um percurso valioso de intervenção na paisagem e arte urbana, que criará a imagem do projeto. A acrescentar a esta equipa artística, uma estrutura de produção sólida, com grande conhecimento do meio e capacidade de dar resposta às necessidades específicas que decorrem da singularidade do projeto. Ainda de referir que todos os elementos desta equipa têm formação superior na área de trabalho em que integram este projeto e vários anos de experiência em projectos similares.

Rosário Costa – Direcção artística:

Licenciada em Estudos Teatrais e Pós-graduada em Teatro e Comunidade. Frequentou o 4º ano de Ciências da Comunicação na UFP. Membro da Direção Artística do Teatro do Frio (TdFrio), participou
como atriz, assistente de direção artística e diretora artística em diversos espetáculos da companhia. Também no âmbito das atividades do TdFrio desenvolveu ações de formação para diferentes públicos e fundou o Laboratório Teatral (Formação de Teatro para Adultos 2011-2014). Colabora com frequência com os Projetos Educativos do Teatro Nacional de São João (TNSJ) com destaque para o projeto Leituras Dramatizadas e o Projeto 10×10 em Parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian. Para além dos projetos com o TdFrio participou em espetáculos do Teatro de Ferro; PELE – com destaque para as co-produções com a Associação de Surdos do Porto; e Teatro Arado com o qual realizou digressões no Canadá, Mali e S. Tomé e Príncipe. Participou também em projetos artísticos no México e na Palestina.

Marta Gomes – texto:

Autora de projetos como Diário de Sofia (RTP/Ed.Presença),T2 Para 3 (SAPO/RTP), Mau Mau Maria (NOS Audiovisuais/Creative Parlour) ou Castigo Final (Oi-Brasil), aprofundou estudos de guionismo para TV e Cinema na The Netherlands Film and TV Academy e no Mediterranean Film Institute. Licenciada em Estudos Europeus pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, desempenhou durante 9 anos as funções de directora criativa, produtora e argumentista na internacionalmente premiada produtora beActive. Em Janeiro de 2014 funda a Creative Parlour, Mau Mau Maria, a primeira longa-metragem da produtora torna-se no quarto filme português mais visto do ano e entra para o ranking dos filmes com maior bilheteira da década.

Helena Silva – Interpretação:

Licenciada em Estudos Teatrais na ESMAE. Pós-Graduação em Texto Dramático na FLUP. Em 2014, conclui a pós-graduação “Teatro e Comunidade”.É cofundadora do grupo Teatrices. Entre 1999 e 2005 leciona no Instituto Piaget de VNGaia e Macedo de Cavaleiros e na E.S.Educação do IPB. Dirige cursos de iniciação ao teatro e ministra diversas ações nas áreas da voz e elocução, movimento criativo e escrita dramática em várias instituições nacionais. Em 2003, integra a XII edição da École des Maîtres, com o encenador Giancarlo Cobelli sobre Woyzeck de G. Buchner e música de Giovanna Marini. Destaca como atriz: Projeto Karamázov de Sónia Barbosa a partir da obra Os irmãos Karamázov de F. Dostoiévski; Alguém cá Dentro e Ai que Medo, textos e encenação de José Carretas; Relíquias, a partir de Eça de Queirós, encenação de Lee Beagley; Pinóquio encenação de Sónia Barbosa; Ler-te ao Perto e Preto às Cores, da Pele, Eira encenação de Sónia Barbosa e Mitfhrenzentrale encenação de Rosário Costa.

João Dos – Interpretação:

João Dos, Estreia no cinema português em dois filmes, Setembro 2017, “Leviano” de Justin Amorim (ante-estreia no Festival Cannes17) e “De repente a vida” de Hugo Albuquerque, produções MasterDream. João Dos, ex João Pedro Correia, frequentou Esc Atores do CENDREV, 2001. Bacharelato em Teatro Interpretação e Licenciatura em Estudos Teatrais pela ESMAE, 2006. Como ator trabalhou com António Durães, Hugo Cruz, Inês Vicente, João Pedro Vaz, Lee Beagley, Luís Varela, Mário Barradas, Rosário Costa, Tiago Faria entre outros. Estudou áreas do corpo e da dança com Claire Binyon, Iona Mackay, Joana Furtado, Kurt Koegel, Maria Reis Lima, Mariana Rocha, Nélia Pinheiro entre outros. Cofundador da PELE, onde integrou vários projetos. Dirigiu o Grupo de Teatro de Surdos do Porto e os espetáculos “Quase Nada” Inspirado na Obra Poética de Eugénio Andrade, 2011/2012 e “Nós” Inspirado na “Maq Fazer espanhois” Valter H. Mãe. Dirigiu espetáculo “Arraial” com os Retimbrar para a Casa da Musica 2013/15/16

Inês Maia, Pé de Cabra – Produção:

Formada em Produção/Direção de Cena na ESMAE. Entre 1998 e 2007 foi Diretora de Cena do Rivoli TM. Diretora de Produção em curta-metragens produzidas pela Hélastre e pela Suma Filmes; Chefe de Produção nos 2 últimos filmes de Paulo Rocha. Diretora técnica do FIMP em 2007 e de Serralves em Festa ’07. Concebeu o projeto CADEIA para o Dia Internacional do Museus de 2007, Centro Português de Fotografia. Produção e coordenação geral de ‘LA DOUCE’, uma ópera da autoria de Emmannuel Nunes, Casa da Música. Produtora de TELL 1 artista = 1 euro, cujas edições de 2010 e 2011 tiveram o apoio da DGArtes. Diretora de cena do espetáculo de encerramento Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, “Então Ficamos…”. Professora convidada na ESMAE, entre 2007 e 2011 e na ACE desde 2015. Elemento da Comissão Organizadora do Festival SET desde 2008. Funda a Pé de Cabra, Lda (2009). Diretora de Produção do FITEI em 2015 e 2016. Diretora de Produção do FIMP (desde 2010).

Helena Rocio Janeiro – Artista Plástica:

Formação em Artes Plásticas. Colabora com projetos como o ELBA, the napolean experience , a Flan Zine, J.R. Art Galery Wall e JanelaAdEntrO, Iniciou o projeto, Coração o Ditador, onde trabalha colagens com imagens originais dos finais do sec. XIX e do sec.XX, selecionadas de revistas, jornais e livros. Utiliza diferentes suportes para as colagens: livros, papel, madeira, loiças, estruturas tridimensionais em cartão e outros materiais. Realiza exposições nos mais variados espaços e eventos, nomeadamente, Galeria Metamorfose, Bienal de Arte de Gaia- V. N Gaia, Faites de L’image-Toulouse FR,Onda Bienal-Viana do Castelo,exp. de homenagem ao Mestre José Rodrigues, entre outras.

 

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