Faz hoje uma semana que entrei nos 33 e anunciei a todos que este vai ser o ano que faço a minha primeira volta ao Mundo. A ideia não é nova, mas é algo que vai sendo adiado por inúmeros motivos… Motivos esses, que sinceramente, são todos facilmente ultrapassáveis.

Spending the night with 5 female travellers I had just metDesde que regressei da Colômbia, que me convenci: iria trocar velhos hábitos, e focar-me no que realmente gosto. Viajar, conhecer outras culturas, ver outros sítios, viver outras histórias, é algo que me completa genuinamente. Os sentimentos que crescem dentro de mim nessas alturas são quase indescritíveis. Sinto em simultâneo uma sensação de preenchimento e de vazio: satisfação de conhecer algo novo, e vontade de conhecer mais.

Em muitas das minhas viagens, conheço muitos outros viajantes. Muitos, dão a volta ao mundo bem jovens, no famoso “gap year”. Maioritariamente Australianos, tiram um ano, por norma entre o ensino secundário e o superior, e vão conhecer o mundo. Pensam eles… no fundo, vão-se conhecer a eles próprios. Quem me dera ter, na idade deles, feito o mesmo. 

Não quero com isto dizer que há uma idade própria para fazer a volta ao Mundo. Mas haverão sempre condicionantes! Por exemplo: uma relação familiar (maridos, filhos, pais), um emprego, situação económica, razões de saúde… A maioria destes “problemas” não se tem ainda aos 20 anos. Talvez por isso seja a idade ideal. Mas conheci já também quem o tenha feito após a reforma. Lembro-me bem de duas senhoras na casa dos 70 que viajavam juntas à volta do mundo de mochila às costas… dormitavam em hosteis baratuchos e até chegaram a fazer couchsurfing! Eram viúvas, reformadas, com filhos já com filhos e a vida toda orientada. Acharam (e bem!) que era uma oportunidade única para fazerem a volta ao Mundo. E foram uma inspiração!

Um dos comentários que muitas pessoas me fazem, acerca da aventura, tem motivos financeiros. “Teria que vender o carro!”. Eu sorrio – porque é exactamente isso que estou a fazer!

Opel Corsa

Há que pensar direito: do que terei mais orgulho no futuro, ter dado a volta ao Mundo, mesmo com tostões contados, ou de ter tido o mesmo carro durante mais uns anos?

Não é só o carro que vendo: das muitas coisas que tenho “deixado”, estou também a deixar de acumular coisas das quais não preciso. Muita roupa, calçado, acessórios. De tudo, o que mais me custa deixar, é o calçado. Calçado que guardava com esperança de um dia poder recuperar na totalidade da minha cirúrgia aos pés. Tal nunca aconteceu, por isso mais vale desfazer-me de vez de coisas que me traziam uma réstia de esperança de algo que na verdade, nunca irá acontecer. Porque não converter essa frustração em algo positivo, e ajudar a gerar fundos para este meu novo grande projecto?

E a grande questão de todas será:

QUE TIPO DE VOLTA AO MUNDO VALEM AS TUAS COISAS?

Para ajudar criei uma loja online, que podem ver aqui no blog em travellingwithtania.com/shop, e também no separador “Fundraiser Sales” da minha página do Facebook. Qualquer dúvida ou interesse em parcerias / financiamento, por favor entrem em contacto comigo!

 

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