Dia 87, km 25608
ÍNDIA

Nova Delhi

A Delhi que de Nova tem pouco, é um choque para qualquer um que chega à Índia. Estradas caóticas, demasiadas pessoas por metro quadrado, cheiros intensos, dificuldade em encontrar o caminho para onde quer que seja, e pior que tudo, a constante pressão de nos tentarem vender mundos e fundos, impingindo mentiras como “a rua está cortada”, “o teu hostel já não existe”, “vem à nossa agência”, etc etc. Certo é que a Índia é um mundo à parte, e Nova Delhi joga numa liga própria.

Cheguei sozinha, e ainda doente da China, foi um choque chegar e navegar pela cidade. O meu hostel era bem central, e lá conheci logo meia dúzia de pessoas com quem fui passear, e no dia seguinte também tive a sorte de me cruzar ainda com o grupo Landescape que andava a explorar a cidade também. Por fim chegaram os meus amigos Inês e Yuri, de Itália, com quem iria viajar durante os próximos 30 dias.

Fiquei em Nova Delhi apenas 3 dias, e sinceramente, não me ficam muitas saudades… mas eu não sou pessoa de gostar de grandes cidades e muita confusão 🙂

Agra

Decidimos fazer uma paragem obrigatória em Agra para ver o Taj Mahal. Eu continuava doente, e as viagens na Índia são muito duras: atrasos imensos, pessoas empilhadas nos transportes públicos, poluição em níveis exorbitantes. À chegada a Agra fiquei, uma vez mais, confinada à cama. No dia seguinte lá me levantei para ver o Taj Mahal, e à noite apanhamos o night bus para Varanasi.

Supostamente um sleeper bus, mas que foi overbooked. Foi uma confusão conseguir “amanhar” toda a gente no autocarro, mas lá se conseguiu. Passei a viagem toda ainda a dormir e a recuperar.

Varanasi

Chegados a Varanasi fomos para o nosso lodge, mesmo no centro do mercado, o coração da cidade.

Varanasi tem história religiosa milenar, e é provavelmente a única cidade do mundo onde todas as religiões co-habitam em paz. Há uma certa energia que faz daquela uma cidade especial. Para onde quer que nos viremos, há um centro de acção. O rio Ganga, epicentro de energia máximo, tem um sem número de actividades que ocorrem em simultâneo, e que nos baralham o civismo. Desde os corpos ali cremados, 24h sobre 24h, que são depois deitados ao rio, pessoas que se banham, búfalos que são esfregados, lençóis estendidos, campeonatos de rua de cricket, e claro, as celebrações nocturnas com cânticos hipnotizantes.

Estivemos apenas três dias em Varanasi, e um total de sete no Norte da Índia, mas deu para vir de lá de sentidos cheios. No final, autocarro directamente para Kathmandu, e isso deu uma novela por si só. Mas isso, são “cenas dos próximos capítulos” 🙂

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