For two weeks in a row, the cover of LeCool Lisboa featured one of my photos of Lisbon. The first one, a photo of the Jardim 9 de Abril, and later a photo of the Terreiro do Paço.

LeCool Lisboa also did asked me a couple questions about Lisbon, that I transcribe below.

Thank you LeCool Lisboa for the invitation and interview!

Jardim 9 de Abril

Nasceu em Lisboa, mas cresceu entre a grande alface e a cidade de Viseu. Estudou música e fotografia na António Arroio, numa mistura explosiva que só podia fazer dela fotógrafa de eventos de música. Andou por Bristol, onde se licenciou em Fotografia na University of the West of England e deu um salto a Amesterdão para uma pós-graduação em Cultura Popular, mas ainda teve tempo para trabalhar em galerias, feiras de arte e produtoras de eventos como fotógrafa.

Sempre de câmara em punho, está bom de ver, Tânia diz que adora viajar, sozinha. Dois destinos novos por ano, no mínimo, para ser nómada e, sem regras, deixar que isso influencie as suas imagens. Que continue a ver Lisboa sempre com novo olhos é o que lhe desejamos.

Explica-me lá a tua capa, mas não me faças um discurso!
É um dos meus sitios preferidos de Lisboa, o miradouro do jardim 9 de Abril, ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga. Ali juntam-se muitas referências contemporâneas e simbólicas da cidade: a icónica ponte 25 de Abril e o Cristo Rei; o rio reluzente de um sol de inverno; as gruas de uma cidade em constante evolução e mutação; os contentores dos negócios por via maritima; e os Lisboetas, numa zona que não é muito turistica e onde podemos reclamar para nós aquele bocadinho de vista sossegados, sem a constante azáfama turista que invade os miradouros da cidade.

Quem és, de onde vens e para onde vais (mesmo que não bebas Nicola)?
Sou a Tânia das Fotos (como comecei a ser “apelidada” depois de reconhecida em alguns eventos que fui fotografando). Cresci em Marvila e não tenho destino certo. Mas adoro Nicola.

O que te inspira a fotografar Lisboa?
Lisboa é sempre nova, reinventa-se constantemente na diversidade e na multiculturalidade, sem nunca perder a sua identidade própria. Nunca cansa!

Se pudesses resumir Lisboa numa frase, qual seria?
Lisboa é única! (e eu viajo muito, afirmo isto assertivamente!)

Releva-me um percurso, um bairro ou uma história engraçada sobre a cidade.
Quando eu era pequenina lembro-me do meu avô pegar em mim de manhã e me levar a dar a volta nos transportes todos da cidade. Saíamos de Marvila no autocarro até aos Restauradores, apanhávamos o barco para a outra banda e voltávamos e depois íamos dar uma volta no eléctrico ao centro histórico. Creio que são os dias de que tenho memórias mais nova. E lembro-me dos sons dos transportes, das fachadas e do entusiasmo que era correr Lisboa de uma ponta à outra. Correr Lisboa de ponta a ponta ao longo do rio é como ler uma história.

Sugere-me um destino paradisíaco dentro de Lisboa. Um de que ninguém mais saberá, mas que deixa de ser segredo a partir do momento em que o partilhes.
Eu gosto imenso da esplanada do Museu Nacional de Arte Antiga. Para pessoas como eu, que gostam de História da Arte, o museu oferece uma colecção fantástica. E depois de uma visita a esplanada é o sitio ideal para reflectir sobre o que vimos, para ler, para descansar fora da confusão do centro da cidade. Uma vista desimpedida sobre a ponte e o Cristo-Rei, ideal ao por-do-sol.

interview by Ana I. Azevedo for LeCool Lisboa

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