Navigator has just announced the shortlist for the “Navigator Around the World“, a travel writing competition, and I got selected!!!

A Navigator acabou de anúnciar a os finalistas do concurso “Navigator Around the World”, um concurso de escrita de viagens, e eu fui seleccionada!!!

 

Becoming a travel writer is on top of my goals list, so this is huge for me. By the end of 2015, I had decided that 2016 would be the year to follow my dreams. Becoming a travel photographer / writer is on the very top of that list.

It was December 30th, when I had made up my mind: 2016 would be spent working towards that, so I booked a hostel not far from home, and I decided I would start it right there and then! On the very last minutes of December 31st, New Years Eve, I was on my own, at the Moon Hill Hostel’s lounge, writing my last submission for the Navigator Around the World travel competition. I had submited three stories: one on New York, one on Amsterdam, and the last one was on Palomino. Palomino is the one that got shortlisted on the competition, which makes me truly believe even more that 2016 is THE year.

I’m super looking forward to reading all the 80 stories on the book.

Also, later I’ll be publishing another story I competed with, but didn’t make it. It’s a love story in New York, and I love it <3

Quando meto na cabeça que quero algo, desapareço. Tenho o síndrome de défice de atenção, sou facilmente persuadida e tenho problemas de auto-estima, mas sei que tenho uma imaginação fértil – sou uma “idiota”, no verdadeiro sentido da palavra, uma pessoa cheia de ideias!

Na passagem de ano mandei tudo para as urtigas, fiz check-in num hostel, sozinha, e foquei-me. Foquei-me nos meus sonhos, nos meus objectivos, foquei-me em dar sentido à minha vida. “2016 vai ser O ano“.

Nos ultimos minutos de 2015, lá estava eu sentada no lobby do hostel, rodeada de estranhos que envergavam roupas novas a estrear e brindavam às suas aspirações de ano novo. Saúde, trabalho, euromilhões, carro novo, viagem de sonho. Cada um tem os seus sonhos. Já eu, vivo obcecada com uma ideia apenas, desde que fui operada aos pés: quero dar a volta ao mundo. As minhas roupas desgastadas muito contrastavam com as dos outros hóspedes, mas na boa tradição, estreava umas cuecas azuis. Sei que sou um pouquinho supersticiosa, e não queria que fosse essa a falha técnica a ditar o sucesso ou insucesso do meu ano! Escrevi todo este texto num computador que não é o meu, num espaço que não é o meu. Um texto sobre viagens, cuja redacção foi, por si própria, uma viagem.

Muitos poderiam dizer que passei o ano sozinha rodeada de estranhos.

Mas na realidade, passei o ano a fazer o que realmente gosto: viajar.

E foi assim, nos ultimos minutos de 2015 e primeiros de 2016, que escrevi este texto e submeti para o concurso. O prazo de entrega era nas ultimas 12 batidas de 2015, e o meu texto foi dos ultimos a entrar.

Depois de ter carregado no botão “enviar”, saí do hostel, e fui absorver as ruas desertas de pessoas.

Às 12 badaladas, ouviam-se ao longe os foguetes, as saudações, as panelas nas janelas. Dentro de mim ocoavam também esses sons todos, e muitos mais. Toda eu era uma festa, porque eu sentia que finalmente chegara “O” ano.
Imaginem a minha alegria hoje, quando vi o que o meu texto foi um dos escolhidos. Toda a emoção da passagem do ano voltou, mas ampliada por muitas vezes. Tudo fez sentido, tudo faz sentido.

A viagem à Colômbia, a passagem de ano “sozinha”, acompanhada somente pela minha determinação e rodeada pela misteriosa serra de Sintra. O curso de escrita, as palavras parcas que devagarinho se conjugam.

Há uma felicidade nova em mim. É a felicidade da conquista.


Related Posts

New York City of Love
Bica Cheia
Três foi a conta que Deus fez, e escreveu em Holandês

1 Response

Leave a Reply