If you are travelling to a country that has a different environment to the one you live on, it is highly recommended you’d go to a travellers appointment (prophylaxis) before you travel. Usually the recommended time for this appointment is 4 – 6 weeks prior to departure.

Each country deals with these appointments differently, and because I’m Portuguese, I’m gonna write this post to Portuguese readers, in Portuguese. Seek your local GP for further information! 


Para quem vem de climas muito diferentes ou tem um sistema imunitário mais susceptível é recomendado que façam a consulta do viajante.

A primeira versão desta secção de Saúde do Viajante foi escrita na preparação da minha viagem à Colômbia, em Setembro de 2015. Foi a minha primeira consulta do viajante (deveria ter feito uma em 2008, antes da minha 1ª viagem ao Brasil!), logo, a mais dispendiosa também – certo que o meu “destino de risco” também ajudou à festa!

Toda a informação foi actualizada em Agosto de 2016, na preparação da minha volta ao Mundo.

Da primeira vez fora complicado encontrar a informação necessária, e depois de a encontrar, ainda estive algum tempo em espera até conseguir a consulta: três semanas por uma vaga e estive 7h no centro de saúde. Atendimento simpático, mas tudo muito moroso para a minha vida ritmada. Entretanto, e na continuidade das minhas buscas, encontrei um método mais simples e mais adequado ao meu estilo de vida nómada e sem rotinas: a Consulta do Viajante em Telemedicina, uma consulta médica privada de forma económica, sem deslocações ou constrangimentos, através de videoconferência com o médico. É possível de fazer onde quer que eu esteja, desde que tenha acesso à internet e um aparelho que para além do écran, possua camera frontal, e se possível, um auricular com microfone (a maioria dos smartphones, tablets ou computadores pessoais possuem estas características, e hoje em dia o wifi abunda, felizmente!). E acessível quer esteja em viagem, quer esteja no sofá de minha casa! Querem melhor? Eu fiz a minha recentemente no Café Saudade, enquanto lanchava (video de entrada do post)

PREÇO ESPECIAL PARA OS SEGUIDORES DO BLOG

O Dr. Diogo Medina ainda teve a amabilidade de me ajudar a corrigir as informações neste artigo (obrigada!), ajudando-nos assim nas dúvidas relativamente à saúde em viagem. Além disso, ainda brinda os seguidores do blog com uma redução de 20% no preço da consulta - basta apenas colocar o código "GOWITHTANIA" no campo de entidade parceira, e o valor será actualizado. Marcar Consulta

Onde?

No caso de preferirem as consultas presenciais, devem averiguar qual o centro onde podem realizar a consulta consultando o Portal da Saúde. No meu caso, que sou residente no concelho de Sintra, as consultas do viajante são às 4ª feiras, no Centro de Saúde da Damaia (marcações – 214 906 230 ou vacint12@arslvt.min-saude.pt). Aqui a consulta do viajante custa 5€, e as vacinas disponíveis no Centro de Saúde custam 20€ cada. Há depois outras medicações que não estão disponíveis no Centro, e que devem ser aviadas numa farmácia.

Para quem (como eu) tiver alguma dificuldade na gestão de horários e / ou indisponibilidade geográfica, o ideal é fazer a Consulta do Viajante em Telemedicina (insiram o código “GOWITHTANIA” para reduzirem o valor da consulta).

Quando?

A consulta do viajante deve ser feita de preferência entre 4 a 6 semanas antes da partida, mas pode ser útil mesmo até uma semana antes da viagem. Ao contrário do que se possa pensar, a consulta não serve só para medicação de prevenção, mas também para informar sobre riscos no destino, avaliar o comportamento individual / segurança durante a viagem, e também para programar adequadamente a quimioprofilaxia antipalúdica ou antimalárica. E acreditem que o nosso comportamento e hábitos em viagem, quando bem feitos, são meio caminho andado para uma viagem sã e tranquila!

Medicação e prevenção:

No meu caso particular, na viagem para a Colômbia (América do Sul e Caraíbas), fui vacinada para:

FEBRE AMARELA

– antigamente dizia-se para vacinar a cada 10 anos, mas estudos científicos indicam que a proteção pode ser vitalícia, logo a realização de reforços é dispensável;
– a febre amarela é uma infecção causada por vírus, transmitida pela picada de um mosquito;
– a OMS recomenda a vacinação a todos os que viajem para os países afetados da América do Sul e a África Subsaariana (cliquem para saberem quais), por esta ter uma taxa de protecção muito próxima dos 100%;
– sintomas: febre, dores musculares, dores de cabeça, arrepios, anorexia, náuseas. Em 15% dos casos desenvolve para hemorragias. Metade dos doentes morre 10 a 14 dias após infecção. Uma vacina pode prevenir isto!

FEBRE TIFÓIDE

– vacinar a cada 3 anos;
– a febre tifóide é uma infecção causada por uma bactéria;
– transmite-se pelo consumo de água e/ou alimentos contaminados
– sintomas: febre, dores de cabeça, mal-estar, anorexia, insónias.

POLIOMIELITE

– 3 a 4 doses, iniciada no mínimo 4 semanas antes da partida, com um reforço único após 10 anos ou durante a vida adulta;
– a poliomielite tem vindo a ser gradualmente eliminada em todo o mundo e já só existe no Afeganistão e no Paquistão, embora haja surtos ocasionais em países que ainda a utilizam versão oral e mais antiga da vacina, como por exemplo Madagáscar;
– a vacina da poliomielite faz parte do programa nacional de vacinação em Portugal desde 1965, pelo que todos os que tiverem nascido depois desse ano já só necessitam realizar a dose de reforço da vida adulta;

HEPATITE A

– toma única até 2 semanas antes da partida, com reforço 6 a 18 meses após a primeira toma;
– a Hepatite A é uma doença causada pelo vírus da Hepatite A (VHA);
– transmite-se pelo consumo de água e/ou alimentos contaminados;
– sintomas: febre, coloração amarela da pele e dos olhos, danos no cérebro e/ou fígado.
– estudos realizados em Portugal demonstram que mais de 85% das pessoas com mais de 50 anos já são naturalmente imunes à doença, pelo que são sobretudo os menores de 50 anos que beneficiam da vacina;
– sem caso de dúvidas, podem pedir ao médico de família para fazer análises e determinar se são ou não imunes para a Hepatite A;

Na preparação da volta ao Mundo, fui vacinada para:

ENCEFALITE JAPONESA

– recomendada em viagens ao Sudeste Asiático entre Maio e Dezembro, sobretudo em quem permaneça durante longos períodos em zonas de arrozais ou tenha uma exposição prolongada ao ar livre
– a vacina é dada numa série de 2 doses, iniciada no mínimo 2 semanas antes da partida, sendo as doses separadas por 7 ou por 28 dias (respetivamente esquema rápido ou esquema normal). Pode ser dado um reforço único após 1 a 2 anos, em cenários de risco mantido;
– é uma doença causada pelo vírus da Encefalite Japonesa;
– transmite-seatravés da picada de mosquitos infetados do género Culex;
– sintomas: meningite ou encefalite, com sintomas de febre, dores de cabeça e rigidez da nuca.

Além das vacinas foi-me ainda prescrita medicação para prevenção da malária (recomendado), em comprimidos. No caso da minha viagem à Colômbia, prescreveram-me Malarone: um comprimido de toma diária (ao jantar, com comida), a iniciar 1 dia antes da viagem e terminar 7 dias depois do regresso. Este tratamento é o mais caro: 34€ cada embalagem (Malarone), traz 12 comprimidos. Mas é um mal aconselhável, principalmente viajando sozinha e vinda de um ambiente tão diferente quanto aquele que vou encontrar no destino. Já no caso da volta ao Mundo, por ser longa foi-me recomendado levar o tratamento, sendo a prevenção feita pelos habituais repelentes (que se recomenda que sejam com 20% a 50% DEET).

Além disso, recomenda-se também que levem na mala medicamentos para diarreia, vómitos e analgésicos ou anti-inflamatórios. A diarreia é dos males mais comuns dos viajantes, e comprimidos para ajudar neste mal é recomendado para qualquer viagem! A diarreia é comum, mas raramente necessita de atenção médica.

Ah! e não esquecer… a vossa medicação habitual, caso a tenham! A mim já me aconteceu esquecer da minha medicação para o hipotiróidismo, e não foi fácil desenrascar-me. Se tomarem medicação habitual, tentem levar suficiente para o vosso tempo ausentes, ou pesquisem bem onde a podem encontrar, e sob que nomes (há medicação que muda de nome conforme o país, apesar dos ingredientes activos serem, por vezes, os mesmos). Levem também um papelinho do vosso médico de familia, em inglês, a explicar que tomam aquela medicação e o porquê.

CUIDADOS A TER COM ÁGUA E COMIDA

  • beber apenas água engarrafada ou previamente fervida (1 minuto). Também se pode tratar água para consumo com lixivia pura: 2 gotas para 1l de água, deixar repousar 30 minutos antes de beber. Fácil de preparar de manhã para ter água para beber o dia todo, nos sitios de maior dificuldade;
  • beber chá, café ou bebidas engarrafadas;
  • comer a fruta descascada, depois de lavar a fruta e as mãos com água potável;
  • nunca colocar gelo nas bebidas;
  • não comer saladas nem ovos crus;
  • não consumir leite nem derivados não-pasteurizados;
  • não comer gelados, molhos, maioneses nem mousses não embaladados ou de confecção caseira;
  • cozinhar bem os alimentos, e consumi-los quentes;
  • lavar os dentes com água engarrafada ou previamente fervida;
  • lavar as mãos frequentemente… em água potável!

Espero que as dicas sejam úteis.

Este post pode ser actualizado, por isso vale a pena revistarem sempre que forem viajar!

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